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04/11/2008

Pintar/Dançar

"Ele pinta assim: recusa marcar diferenças de "nível" - ou de plano - entre as várias partes do rosto. A mesma linha, ou conjunto de linhas, pode abranger o olho, a face e a sobrancelha. Nunca os olhos são azuis, nem as faces rosadas, nem a sobrancelha negra e curva: uma linha contínua forma o olho, a face e a sobrancelha. Não há sombra do nariz sobre o rosto, ou antes, a existir, essa sombra deve ser entendida como parte integrante do mesmo, com idênticos traços, curvas, todos igualmente válidos.
(...)
Essa capacidade de isolar objectos e aí fazer confluir as suas específicas e únicas significações, só é possível com a abolição histórica do observador. Requer excepcional esforço esquecer a história, sem nos tornarmos numa espécie de eterno presente, mas antes vertiginosa e ininterrupta corrida do passado para o futuro, oscilação de extremo a extremo, sem repouso.
Se olho o roupeiro no intuito de saber finalmente o que ele é, elimino tudo o que ele não é. E o esforço despendido faz de mim um ser curioso: tal ser, tal observador, deixa de estar presente, e deixa até de ser observador presente: não cessando de voltar ao passado e a um futuro indefinido. Ausenta-se para que permaneça o roupeiro, e para que entre si e o roupeiro desapareçam todos os laços afectivos ou utilitários." Jean Genet, O estúdio de Alberto Giacometti , Assírio e Alvim, 1999

02/10/2008

21/09/2008

From Deborah Hay's workshop today

Practice of attention:

"What if where I am is what I want?

Lighting up. Juggling.
Doing many things at the same time.
Every cell in my body inviting being seen.
In the lab.

What if now is here?" D. H.

20/09/2008

Marcel Duchamp and Maya Deren

From Deborah Hay's workshop today:

"What if every cell in my body at once has the potencial to invite being seen, perceiving the uniqueness and originality of all there is in the laboratory, with time passing?" D. H.

20/08/2008

“Je nageais littéralment dans les signaux. En prenant le regard comme point de départ, j’avais tenu mon environnement à distance. Pour rapprocher l’espace, il me suffisait de fermer les yeux. Le toucher et l’ouie m’apportaient de nouvelles instructions pour naviguer à travers l’espace et des informations supplémentaires utiles pour danser les yeux ouverts. Une telle lecture de l’espace la gravait dans mon corps, me transformait en impressionniste. Et le contraire était également vrai – mes mouvements tendaient un miroir à l’espace, révélant sa vie cachée.”
Lisa Nelson, "À travers vos yeux", in Vu Du Corps 48, 49, 2001

14/08/2008

"Forêt"
Video dance exercise made during the workshop with Mark Tompkins and Gilles Toutevoix.
Sílvia Pinto Coelho with Anne Fontanille, Denis Sanglard and Mélanie Perrier.

04/08/2008

Sentir as tensões da borracha.
Corpos foca.

Acknowledging rubber tensions.
Seal bodies.

No metro de Paris, um careca pensativo ao chegar à estação onde tem de sair mexe todos os músculos da cabeça.
Impossível imitá-lo, sou constragida pelo cabelo.

A bald man in the Paris metro moves every muscle on is head. I'm unable to do the same, I'm hair constrained.

20/06/2008